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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Estudantes de Jornalismo fazem vídeo documentário

Em breve será lançado oficialmente o DVD produzido pelos alunos da Extensão em Telejornalismo da Universidade do Vale do Sapucaí, UNIVÁS, para os alunos da Graduação em Enfermagem (da mesma instituição) que desenvolvem um projeto de iniciação científica sobre os cuidados necessários à saúde dos pacientes com pés diabéticos.

Confira o anúncio:



sábado, 10 de dezembro de 2011

Revista EmFormação

O nosso trabalho surgiu na necessidade de mostrar os desafios dos profissionais de comunicação para levar a informação para o público. Com uma imagem desgastada pela não exigência do diploma para o exercício do jornalismo, muitas pessoas desconhecem o verdadeiro papel de um jornalista e da importância do profissional na construção de uma notícia.
Vamos trabalhar a imagem do jornalismo nos diversos segmentos que competem a atuação de um profissional de comunicação.

Pretendemos mostrar que a construção do jornalismo precisa ser levada com mais seriedade pela sociedade, pois sabemos da responsabilidade dos profissionais que atuam diariamente nos diversos lugares e dos riscos que eles enfrentam para levar a melhor informação.

“EmFormação” surge para dar voz aos jornalistas que muitas vezes não tem seus direitos respeitados pela sociedade. Sabemos do compromisso que os profissionais tem e dos riscos que cada assume diariamente. Queremos revelar através das páginas dessa revista as alegrias e as dores da profissão. Os momentos marcantes da profissão e os reconhecimentos de alguns trabalhos de destaque.

Temos como meta alcançar os estudantes de jornalismo, profissionais de comunicação e público em geral. Todo esse trabalho foi concebido com base na falta de informação da sociedade sobre o profissional de comunicação, o jornalista. Aprofundamos em cada história para mostrar o dia a dia dos profissionais, e todo esse trabalho pode ser percebido nas páginas do projeto. O nome da revista foi escolhido pelos estudantes depois de muita discussão, para que pudéssemos construir um discurso de fácil compreensão para nosso público leitor.

Nós escolhemos cada profissional para contar sua história nas páginas da revista de acordo com a área de atuação. Infelizmente por indisponibilidade ou dificuldade de contato com alguns jornalistas nós precisamos mudar as pautas durante algumas vezes. Procuramos destacar o trabalho no jornalismo impresso, televisivo, radiofônico e on-line. E para mostrar a força da imagem em uma publicação tivemos a presença marcante de dois profissionais do fotojornalismo, embora não sejam jornalistas diplomados, tem a experiência em coberturas fotojornalisticas durante um bom tempo.

Depois de muitas conversas, trocas de e-mail, mudanças de entrevistados percebemos que ser jornalista é mais que escrever e publicar bons textos ou entender as técnicas do trabalho de reportagem. É ter responsabilidade com o que se diz com a maneira como os fatos são checados e, sobretudo, entender que a informação que é publicada interfere na vida da sociedade. E com certeza, cada um que compõe nossa revista sabe bem de sua responsabilidade.

O nome da revista “EmFormação” é um neologismo que dá significado sobre a importância da formação de um profissional para atuar na comunicação e de sempre estar em busca de novos conhecimentos. Queremos ser um canal para divulgar o trabalho de alguns profissionais que atuam em vários segmentos que compete um jornalista. Trouxemos uma reportagem especial falando sobre a importância da formação acadêmica para o exercício da profissão.

O artigo escrito pelo jornalista Paulo Nogueira traz algumas recomendações aos jornalistas iniciantes. O profissional foi editor assistente da Veja, editor da Veja São Paulo, diretor de redação da revista Exame, diretor superintendente de uma unidade de negócios da Editora Abril e diretor editorial da Editora Globo. Para conhecer o jornalismo com maior profundidade mostramos os principais fatos de toda a história dessa profissão.

Também revelamos nas páginas de “EmFormação” a história da jornalista Paulene Camargo, natural de Pouso Alegre, Sul de Minas, que trabalha atualmente como assessora de comunicação em uma revista no Houston, EUA. Nas ondas do rádio mostramos a profissional Sandra Lambert que já atuou na TV Alterosa e atualmente trabalha na Rádio Bandeirantes na cidade de Campinas, interior de São Paulo.

Por dentro da folha, mostra o trabalho da articulista política da Folha de S. Paulo Eliane Cantanhede no cotidiano de um dos maiores jornais do país. Ela fala sobre as reuniões de pauta e sobre sua coluna diária no jornal. Uma imagem pode render a capa de um jornal é o que mostra o fotojornalista Júlio César da cidade de Campinas que já trabalhou em dois grandes jornais na cidade e teve seu trabalho divulgado em rede nacional.

Na TV, Padre Evaldo da TV Aparecida numa entrevista conta sobre seu trabalho em uma das maiores emissoras católicas no país. Além de apresentador de um programa diário ele também é diretor de programação da emissora. Num bate papo descontraído ele revela os desafios de ser padre e jornalista. Mas o jornalismo também está presente na rede mundial de computadores é o que revela o profissional Carlos Manoel que utiliza da rede para manter seu público bem informado. Ele mantém um blog com notícias esportivas que é grande sucesso na região.

Mesmo com tantas desinformações da sociedade a respeito dos profissionais de comunicação sobre exigência do diploma no exercício da profissão a revista acredita que com seu trabalho pode mostrar que vários profissionais têm seu espaço nesse mercado concorrido que exige conhecimento e muita responsabilidade. Nosso projeto teve como objetivo maior valorizar o trabalho de uma classe desvalorizada pela falta de respeito da sociedade, pelo medo diário e pelos desafios para levar a melhor informação.

Acesse a revista em PDF

Por trás das Lentes

Com mais de 20 anos dedicados à fotografia, a lente do fotojornalista Júlio Cesar Costa registrou momentos que marcaram sua trajetória profissional. O fotógrafo, que já passou pelas redações dos jornais Diário do Povo e Correio Popular de Campinas, atua como free lancer para diversas agências de noticias. Vencedor de vários prêmios e reconhecido nacionalmente, ele revela que o seu maior sonho é ainda fazer a cobertura da Copa do Mundo.

Já nos primeiros cliques Júlio percebeu o poder da imagem em transformar a realidade das pessoas. “Com minha inseparável câmera fotográfica eu podia tudo. Com meu olhar de fotógrafo mirava o céu e benzia o raio, descobri anjos na terra e perpetuei inesquecíveis conquistas.”, declara Júlio ao falar do prazer que tem sua profissão.

Fascinado por belas imagens, ele não media esforços para ter o melhor ângulo e registrar os fatos. “Acredito que num piscar de olhos se perde o grande registro.” Para ganhar seu espaço e ser um bom profissional ele revela que foi necessário muito trabalho e dedicação. “Queria estar entre as “feras” da fotografia.”

Sua carreira profissional teve início na redação de um jornal em 1988. Na disputa para uma vaga de operador de radiofoto, Júlio pisou pela primeira vez em uma redação na cidade de Campinas. Para ele, esse momento apenas foi o início de uma grande paixão pela fotografia.

De acordo com ele, para realizar um bom trabalho é necessário, além de muita sensibilidade, uma perfeita harmonia entre o homem e a máquina. “A grandeza e riqueza de detalhes na foto impressionam qualquer outra profissão, seja ela a mais etiquetada, ou não.” Ele revela que quando recebia suas pautas, tinha a obrigação de trazer um bom trabalho na redação. “Sempre visei à capa do jornal.”

Ele explica que, antes de ter um bom equipamento, é necessário ser um bom fotógrafo. “As câmeras só ganham vida em suas mãos e você é um bom profissional quando esta diante de um bom equipamento.”

Ao lembrar-se do início da carreira, o fotógrafo conta que antes cada profissional tinha seu espaço no jornal, o que facilitava a vida do fotógrafo. “Hoje é muito comum ter esse tipo (necessário) de profissional nas redações, multiuso.” Com os avanços tecnológicos, a maneira de se produzir uma foto também mudou. Para ele “a fotografia nunca parou de avançar e temos que acompanhá-la com a necessidade e facilidade do mercado.”, enfatiza.